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Viana do Alentejo – Filipe Gonçalves triunfa em tarde de casa cheia

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O cavaleiro Filipe Gonçalves, foi o indiscutível e máximo triunfador da corrida que esta tarde aconteceu em Viana do Alentejo, por ocasião da Feira D’Aires.

A praça de touros portátil instalada nas imediações do Santuário D’Aires, encheu para assistir a um espectáculo com elenco composto pelos cavaleiros Luís Rouxinol, Filipe Gonçalves e Jacobo Botero, com pegas a cargo dos Amadores de São Manços e Real de Moura.

O festejo de hoje, constituía ainda o máximo interesse, por ali acontecer a estreia absoluta da ganadaria Monte de Cadema, sendo o veterano Luís Rouxinol a lidar o primeiro toiro do referido ferro, saído a uma arena.

Não foi um triunfo ganadeiro, mas e apesar de tudo, uma corrida apenas é parda em comparações, pelo que as considerações, restringem-se apenas e só a este festejo. As reses deixaram-se lidar, algumas com mais mobilidade que outras…

A Luís Rouxinol coube ‘estrear’ o ferro de que se fala, rubricando uma actuação cumpridora, montando o Ulisses. Frente ao segundo do seu lote, com evidentes condicionantes físicas, cumpriu, montando o Douro. Luís usou do seu ofício para poupar o oponente, tentando prolongar as suas condições de lide.

Jacobo Botero não teve uma passagem feliz por Viana do Alentejo. A sua derradeira actuação foi recheada de toques nas montadas, sendo que se prefere recordar a primeira, em timbre regular, alegrada com um violino.

O verdadeiro triunfador do festejo haveria de ser aquele a que se apelida já o legítimo triunfador da temporada. Filipe Gonçalves tem uma primeira prestação com ferros francamente bons. O primeiro curto teria motivado o toque imediato dos acordes musicais o que não se verificou. O Xique e as suas palmas, acompanharam dois violinos, como ‘cereja em cima de um bolo’ muito saboroso.

A segunda prestação do ginete, foi também de boa nota, embora sem o poder de transmissão da primeira, visto que o oponente era escasso nesta matéria. Filipe terminou com um par de bandarilhas, sorte que não praticava há já algum tempo, fruto da lesão no braço, da qual ainda padece.

As pegas da tarde foram efectivadas por dois grupos de forcados alentejanos. Os de São Manços e Real de Moura. Ambas as formações estiveram em bom nível, havendo apenas uma pega, por parte do Grupo de São Manços, a ser efectivada ao quinto intento. São Manços, consumou ainda pegas ao primeiro e segundo intento, sendo que por Moura, concretizaram-se as sortes à primeira e segundas tentativas respectivamente.

O festejo foi dirigido pelo Sr. João Cantinho.

Corrida das Vindimas

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Realizou-se este domingo, dia 18 de setembro, mais uma tradicional Corrida das Vindimas, na Arena d’Almeirim.

Numa corrida em que atuaram os cavaleiros Luís Rouxinol, Filipe Gonçalves e Duarte Pinto. Filipe Gonçalves foi o triunfador com duas lides de entusiasmo e entrega. Luís Rouxinol e Duarte Pinto pautaram-se por atuações discretas.

As pegas estiveram a cargo dos grupos de Forcados Amadores da Chamusca e Aposento da Moita, que estiveram bem na generalidade.

No concurso de ganadarias o troféu “Apresentação” foi atribuído à ganadaria Manuel Veiga e o troféu para “Bravura” foi atribuído à Casa Prudêncio.

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Prudêncio e Filipe Gonçalves triunfam em Almeirim

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A data que outrora foi das mais tradicionais em Almeirim, sentiu o afogo de se realizar numa má fase da temporada, em que há factores diversos que afastam o público das bancadas e que se prendem obviamente, com questões de foro financeiro.

Pouco público, ou seja, cerca de um terço de entrada forte, num festejo que se realizou logo após a Feira Taurina da Moita, o início do ano escolar e o período pós férias. Contras a mais mas, como noutras ocasiões, pode bem dizer-se, que quem não foi, perdeu um espectáculo agradável.
Houve dois triunfadores destacados, ou melhor, três!
O toiro de Prudêncio, o primeiro do lote de Duarte Pinto, de jogo muito bom; Filipe Gonçalves, com uma grande actuação frente a um toiro pequenote de Herdeiros de Paulino de Cunha e Silva, diga-se, bravo. O prémio Bravura, entre ao exemplar de Prudêncio, poderia bem ter ido parar ao Paulino da Cunha e Silva… não teria ficado mal entregue e sim, também foi triunfador.
Filipe Gonçalves está definitivamente na temporada da sua vida. Está seguro, com soluções para tudo, com técnica, com noção de espectáculo e sobretudo, criando a cada dia que passa, mais empatia com o público, que o começa a perseguir pelos triunfos, andando o seu nome já na boca do povo. Bem de verdade esteve com o tal bravo de Paulino da Cunha e Silva, embora sem trapio… Depois dos bons compridos e já nos curtos, andou sempre em crescendo, de tudo fazendo. Ladeios, batidas ao pitón contrário, remates em piruetas, palmas do Xique e um violino e palmo. Resultado, público em pé e triunfo gordo!
Filipe lidou também um São Marcos, de abastada inferioridade no que a qualidade concerne, comparativamente ao primeiro do seu lote. Andou magnífico, numa actuação inteligente, cuidadosa e que foi pautada também pelo rigor na interpretação das sortes.
O toureiro algarvio levou para a sua colecção de 2016, mais um triunfo para ninguém pôr defeito!

Abriu a função Luís Rouxinol frente a um toiros de José Luís Vasconcellos e Souza d’Andrade, também ele sem rigor de trapio, mas, que se deixou… Ainda assim e a par com o segundo do seu lote, podemos bem dizer que Luís teve mão na escolha e tirou da cartola o pior dueto de toiros… Frente ao primeiro andou regular mas sem deslumbrar, montando o Douro; frente ao segundo, uma rês de Manuel Veiga (ganhador do troféu Apresentação), perigoso na investida e sempre pronto a surpreender, andou irregular, consentindo pelos menos dois fortes toques nas montadas, o primeiro deles ainda em fase de compridos, o outro, montando já a Viajante. Houve bons curtos, mas entremeados com menor brilhantismo por parte do ginete de Pegões.
Duarte Pinto enfrentou-se com o ‘eleito’ ganhador no que a bravura concerne. Esteve bem o jovem toureiro, rubricando uma exibição limpa, de bom nível, tal como a segunda, em que lidou um toiro de Jorge Mendes, de menor voluntarismo mas que se ‘deixou’ e serviu a toureio clássico e elegante de Duarte.
Os seis toiros a concurso proporcionaram pegas emotivas e algumas tentativas ‘extras’ proporcionadas pelas dificuldades de serem toiros com génio.
Pelos Amadores da Chamusca, pegaram Bernardo Borges, ao primeiro intento; Francisco Borges, ao quinto, mas com prestações individuais de se lhe tirar o chapéu e João Oliveira, à primeira tentativa. Pelos do Aposento da Moita, estiveram na linha da frente, Martín Carvalho, consumando ao primeiro intento; José Henriques à quarta tentativa e Miguel Fernandes, num pegão, à primeira tentativa.
Dirigiu o Sr. Lourenço Luzio, assessorado pelo médico veterinário José Luís Cruz, em tarde de verão.

Sobral de Monte Agraço esgota a sua Corrida de Toiros das Festas e Feira de Verão

A corrida teve início com a lide de Luís Rouxinol que, em bom plano, aproveitou as suaves e nobres investidas de um bom toiro que saiu com pouca força. O cavaleiro de Pegões deu-lhe a lide adequada, deixando-lhe três compridos á tira e uma série de bons curtos rematados com um de palmo.
 
Em segundo lugar actuou Filipe Gonçalves. Uma actuação vibrante frente a um toiro algo tardo e que Filipe soube aproveitar para atacar a provocar a investida, com bons remates e um terceiro curto de muito boa nota. Rematou com um bom par de bandarilhas.
 
Brito Paes teve por diante um toiro que serviu e teve alguma qualidade. Foi uma lide regular, destacando-se no primeiro curto e rematando com um palmito a sesgo.
 
O quarto da tarde foi para Salgueiro da Costa que substituiu Ana Batista. Um toiro sonsote e tardo e frente ao qual a sua actuação foi subindo de tom com o terceiro e o quarto curtos a serem de boa nota e bem rematados.
 
Luís Rouxinol Jr lidou um toiro que teve alguma qualidade e esteve em bom plano quer nos compridos quer nos curtos, segundo e quarto de muito boa execução, sortes bem marcadas e cravando a preceito. Rematou com um ferro de palmo.
 
Para encerrar o capítulo das lides a cavalo esteve António Prates que substituiu Mara Pimenta. Uma tarde desafortunada do jovem cavaleiro praticante frente a um toiro mansote e tardo. Outras tardes, melhores, virão.
 
Quanto aos forcados, quer os Amadores de Lisboa quer os de Coruche executaram boas pegas de caras. Por Lisboa foram forcados de cara João Galamba que consumou à primeira, João Varandas bem e ao primeiro intento e Pedro Gil que se fechou com determinação à segunda. Por Coruche, Paulo Oliveira fechou-se à primeira, seguido por Vítor Cardante também à primeira e a encerrar praça com a melhor pega da tarde João Ferreira.
 
Os toiros de Canas Vigoroux, de muito boa apresentação, tiveram comportamentos distintos e o ganadeiro foi chamado a dar volta à arena após a lide do quinto. Critérios…
 
Dirigiu a corrida Rogério Jóia assessorado pelo veterinário José Manuel Lourenço.

Montijo – 3 de Setembro de 2016

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Em segundo lugar actuou outro cavaleiro que faz da raça e da entrega o seu lema: Filipe Gonçalves. Uma grande actuação frente ao segundo da noite, que não deu facilidades. Com boa escolha dos terrenos, cravou com muito valor os curtos, três em sortes frontais com reuniões ajustadas e emotivas, para rematar com dois de violino e um de palmo e com o público de pé a aplaudir. No quinto da noite manteve elevada a bitola e com alguns câmbios, dois deles de muito boa execução, voltou a aquecer o ambiente e terminando com um excelente ferro entrando bem de frente.

 

Póvoa de Varzim – 13 de Agosto de 2016

Filipe Gonçalves enfrentou um oponente reservado, sendo que o toureiro aproveitou para evidenciar uma vez mais o excelente momento que atravessa. Soube lidar o ‘inimigo’ que era complicado. Colocou excelentes curtos e finalizou com o ‘bate palmas’ que levantou o público das bancadas.

 

Em Abiul dia 7 de Agosto de 2016

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Por: Solange Pinto - Touro e Ouro

É sem lugar a dúvidas, uma das mais importantes feiras do panorama taurino nacional. E porquê? Além do número de festejos ali dado num curto espaço de tempo, há ainda a acrescer, a qualidade de tudo o que ali é feito.

Não é novidade que em Abiúl haja imponência na sua ‘cartelaria’, de resto sempre assim foi e este ano não foi excepção, ainda assim, num momento em que se vive ainda alguma crise no sector, é de enaltecer que ali, se escolha o bom, em detrimento da forte tentação que é optar pela facilidade do mau…

A Junta de Freguesia de Abiúl, deu uma vez mais o exemplo, uma prova inequívoca de taurinismo, de afición em estado puro e mais, deu lição de bem receber o seu povo numa altura em que há um marcado regresso às origens… Deu lição na forma como acolhe os toureiros e todos quantos ali se deslocam.

Este ano, a primeira parte do certame, composto por duas corridas de touros realizadas num único fim-de-semana, ficou fortemente marcada pelo calor insuportável que ali se fez sentir, como aliás, aconteceu um pouco por todo o país. Tal facto terá condicionado a afluência às bancadas de sol, onde podemos garantir que estava destinada apenas e só aos afoitos e destemidos, pois no sábado e domingo, as temperaturas igualaram ou mesmo ultrapassaram os 40 graus.

No entanto e com o atractivo maior que é não mais que ‘matar saudades’ desta tradição, as gentes de Abiul, ali estiveram, com a sua exigência tão especial, assobiando quando algo não lhes ‘cai bem’, mas acarinhando quem lhes toca a coração.

Sábado, 6 de Agosto, cartel com a novidade do debute de Andy Cartagena na mais antiga praça de toiros portuguesa.

Verdade é que frente ao seu primeiro andou mais reservado, mais discreto e com timbre apenas regular. No entanto, no segundo chegou mais às bancadas e deu a Abiúl, uma ‘coisa’ que muito se gosta por ali, tom festivo, alegria e desplantes vistosos. As gentes entraram em delírio com a sua montada que se põe praticamente na vertical, muito aplaudindo aquilo que foi o momento alto desta passagem de Andy pelo referido tauródromo.

Salvador andou bem nas suas duas prestações, com maior destaque para a sua segunda, frente a um toiro sobrero, feiote de tipo e com as suas complicações, que o toureiro de Tomar resolveu com poderio.

Caetano, João Moura Caetano, teve em Abiúl as suas possibilidades de triunfo rotundo, abortadas, sobretudo no que concerne ao seu segundo astado. Era escasso de potabilidade, obrigando o ginete a cravar apenas e só, com regularidade. Contudo, frente ao primeiro do seu lote, esteve com nível, num toureio agradável e profundo como é seu apanágio.

O curro de toiros de Branco Núncio, mesclado com um exemplar de Lopes Branco e um sobrero da mesma ganadaria, foi de apresentação e comportamento desigual.

No que concerne à forcadagem e aos dois grupos em praça, Tertúlia Tauromáquica Terceirense e Amadores da Chamusca, há a destacar a boa exibição dos açoreanos, bem como a tarde sem complicações de maior dos Amadores da Chamusca.

Chegados a Domingo e com o calor acrescido em mais um ou dois graus, há a dizer, que também na arena a temperatura se viu aumentada…

Definitivamente foi Filipe Gonçalves quem levou a melhor, gozando de enorme triunfo. Dos bons, dos sólidos e tão consistentes que deveria ter a sua repercussão. Embora com o braço partido, o ginete levou a cabo duas estrondosas actuações. Com mais quilates a segunda e um ferro dos tais que deveriam por si só, marcar muitos pontos… Deu volta com o seu cavalo Universo, de resto um dos grandes responsáveis pelo triunfo e com Gustavo Charrua, justamente chamado à arena para a recolha de aplausos… Bom toiro este da ganadaria alentejana, proporcionando um bom espectáculo, sendo a tónica dominante das quatro reses deste ferro.

Luís Rouxinol não sabe estar mal, já se diz… e é bem verdade, mesmo que em certas ocasiões o seu fulgor possa estar menos a ‘top’, a verdade é que de empenho e dedicação às suas lides, disso, tem aos montes. Regular prestação no primeiro, subindo de tom no segundo, brilhando com o Douro e uma brega muito ligada e vistosa. Terminou com um valiosíssimo par de bandarilhas e mais um palmito de nível.

As pegas estiveram a cargo dos Amadores de Alcochete, que em Abiul não tiveram uma tarde facilitada… As coisas nem sempre correram bem, devido à dificuldade acrescida imposta pelos toiros no momento da reunião. Das quatro pegas, destaca-se a de João Machacaz ao quarto toiro da corrida.

David Fandilla ‘El Fandi’ compunha o restante elenco de um festejo misto. Andou discreto frente ao primeiro, mas, foi no segundo que deu ar de graça, estado vistoso no capote, alegre em bandarilhas, chegando a cravar um quarto par e bem de muleta, numa faena extensa, mas de bom nível, face ao que é o seu toureio.

As reses enviadas por Paulo Caetano cumpriram em apresentação e não tiveram mau fundo em comportamento.

Os três toureiros saíram em ombros, perante o enorme aplauso de um público que se divertiu e desfrutou de uma muito boa tarde de toiros.

Até ao momento, há mais triunfadores. O sempre acarinhado e idolatrado cornetim José Henriques que a cada toque faz com que o público o ovacione com carinho e as duas bandas de música, que fizeram definitivamente com que os espectáculos tivessem mais sabor. Foram as de Leiria e Alcochete.

Manuel Gama dirigiu os dois festejos com acerto e bom senso, contribuindo também de boa forma para a elevação dos espectáculos, que foram de sucesso… como sempre!

 

O cavaleiro vencedor da noite Filipe Gonçalves com o Dr Luis Castro, da Casa de Pessoal da RTP

Momentos em Vila Franca de Xira

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Corrida de Toiros do Tomate adiada

Do empresário Paulo Pessoa de Carvalho, recebemos a nota de imprensa que transcrevemos de seguida na integra:

Boa noite a todos,
Por motivos meteorológicos foi tomada a decisão de ser adiada a corrida de amanhã em Vila Franca de Xira. A decisão foi madura, reflectida e acima de tudo em prol de um projecto que se pretende levar de forma séria. Apenas e só pelo facto da fiabilidade da informação que existe neste capitulo hoje em dia, se entendeu que seria em tempo útil tomada a decisão correcta, não comprometendo a corrida prevista em data e com condições adequadas.

Assim, amanhã será informada a nova data para a realização da Corrida de Toiros do Tomate, com ponderação e avaliando todos os factores envolventes, não defraudando a afición Vila Franquense que merece todo o respeito e o maior empenho desta empresa.

Quaisquer outras notícias sobre o assunto, não passam de especulação e insinuações graves, mas com toda a certeza que as pessoas saberão distinguir a verdade da mentira e nada mais tenho neste momento a dizer, obrigado.

Atentamente,

Paulo Pessoa de Carvalho

in: Sol e Sombra

Concurso de Ganadarias na Primeira Corrida da Temporada em Moura

No próximo dia 9 de Maio a Praça de Toiros José de Almeida em Moura recebe o regresso das Corridas Concurso de Ganadarias.
 
A Derechazo, tem o prazer de apresentar o exemplar da divisa de Branco Núncio

Fundada em 1926 com reses Soler (de Libanio Esquivel e Neto Rebelo) e semental de Belmonte, a ganadaria Branco Núncio foi sendo posteriormente aumentada com vacas e sementais de Andrade Irmão, provenientes de Urquijo, encaste que vai progressivamente prevalecendo. Entre 1965 e 1969 presta provas de acesso à “Union de Criadores de Toros de Lidia”, sendo aprovada e, em 1970, adquire mais um lote de vacas e sementais de D. Carlos Urquijo. Após falecimento do titular (1976), passou a ganadaria a ser propriedade de seu filho Engº José de Barahona Núncio, mantendo ferro e divisa.

De realçar que a divisa de Branco Núncio irá competir com mais cinco divisas alentejanas – José Luis Vasconcellos e Souza d’Andrade, António Lampreia Herds, São Martinho, Silva Herculano e Passanha Sobral -, numa disputa na diversidade de encastes que selecionaram o seu melhor produto para disputar entre si os troféus apresentação e bravura.

No que concerne aos artistas que irão lidar os soberbos toiros, a empresa apostou num cartel de verdadeira competição, onde pontificam os Reis das Bandarilhas – Luis Rouxinol, Filipe Gonçalves e Marcelo Mendes -, estando a emoção das pegas a cargo dos forcados Amadores de Alcochete e do Real Grupo de Moura.

Feira Taurina da Graciosa 2015

No passado dia 18 de março, decorreu nos paços de concelho de Santa Cruz a apresentação da Feira Taurina da Graciosa 2015. O pano foi descerrado ao público, e nessa tarde conheceram-se os intervenientes que compõem o cartel daquela feira.

A Praça de Toiros do Monte d’Ajuda volta a receber como cabeça de cartaz e repetindo os cartéis do ano passado, o cavaleiro Filipe Gonçalves. Destaque para a inclusão de um terceiro grupo de forcados, bem como um curro completo da prestigiada ganadaria Passanha.

Num formato idêntico às edições anteriores, estão agendadas duas corridas à portuguesa, a primeira para o sábado 8 de Agosto e a segunda corrida para o dia 10, eventos estes inseridos nas maiores festividades da ilha Graciosa, em honra do Senhor Santo Cristo dos Milagres.

No dia 8, o cavaleiro algarvio reparte cartel com os cavaleiros insulares Tiago Pamplona e João Pamplona. A 10 de Agosto, feriado municipal, “cai” do cartel João Pamplona para dar lugar ao terceirense Rui Lopes, ao lado de Filipe Gonçalves e Tiago Pamplona. Serão lidados 6 toiros de Passanha, adquiridos pelo ganadeiro local Valentim Santos, e outros 6 hastados de Rego Botelho. Frente a estes curros, as pegas em ambas as tardes estarão a cargo dos Forcados Amadores de São Manços, que fazem a sua estreia nesta arena, bem como pelo grupo da Tertúlia Tauromáquica Terceirense e Amadores do Ramo Grande.

A quando da apresentação das figuras, António Lourenço em representação da comissão taurina (composta por Manuel Isidro Luz, António Lourenço e Tiago Carvalho), explicou o porquê de nova aposta em Filipe Gonçalves, e o interesse que o próprio cavaleiro demonstrou em voltar a esta praça, regressando com vontade de triunfar, e em busca do trofeu que não alcançou o ano passado. Filipe Gonçalves é um cavaleiro popular e que cativa as bancadas. Recorde-se que em 2014 atuou em 26 espetáculos repartidos entre Portugal Continental e Açores, ocupando o sexto lugar do escalafón. Conjugando a aposta neste cavaleiro, destaque também para o curro de Passanha, ganadaria portuguesa que mais toiros lidou no somatório de espetáculos entre Portugal e Espanha, bem como para a presença dos Amadores de São Manços, capitaneados por Joaquim Branco e que na presente época celebram o seu quinquagésimo aniversário.

Ao longo dos anos, mesmo em tempos de badalada crise e em que os apoios não abonam, tem sido por demais evidente a vontade e empenho por parte da organização e do município para a realização desta feira, promovendo e dando a conhecer a afición graciosense. Para tal, também muito tem contribuído a forte divulgação nas redes sociais, mostrando a todos aquela que é provavelmente a praça de toiros mais espetacular do mundo, construída na cratera de um antigo vulcão. Vale a pena recordar que a publicação recente de uma foto aérea desta praça teve um alcance surpreendente de mais de um milhão de pessoas.

A Feira Taurina da Graciosa e a Praça de Toiros do Monte d’Ajuda esperam a sua visita no próximo mês de Agosto.

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